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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Caminhando pelo deserto...

Lembro - me muito bem daqueles tempos... O dia em que saímos do Egito fiquei tão feliz, por saber que D-s nos libertou por intermédio de Moisés. Íamos caminhando em direçao ao deserto, mas fomos interrompidos pelo grande Mar Vermelho. Atrás de nós, vinham os furiosos soldados do faraó, equipados com espadas e cavalos, vindo ao nosso encontro para nos matar. Mas D-s manifestou seu grandioso poder mais uma vez, abrindo o mar para passarmos e fechando - o para destruir nosso inimigos.

Eu, mesmo com pouca idade e ainda sendo bem menino, sempre tive fé de que D-s cuidaria de seu povo, e podia contemplar esse Amor Incondicional através das atitudes de carinho manifestadas para conosco. Durante nossa caminhada pelo deserto, pois no dia Ele concedia uma nuvem imensa sobre nós, para que pudéssemos andar pela sombra em meio ao calor e o sol ardente. De noite mandava seu fogo para nos aquecer do frio gelado e intenso, e também das grandes tempestades de areia. Enviava - nos alimento, o maná dos céus durante a noite, para que ao amanhacer pudéssemos saciar nossa fome.

Mas durante nossa caminhada, os homens de pequena fé, duvidaram do cuidado de D-s, da sua promessa e muitos até deixaram de aceito - lo como Criador e Redentor de todos nós. Murmuravam contra Moisés e Arão!

No dia que estavamos aos pés do Monte Sinai, para receber aos tábuas da Lei, Moisés se ausentou da presença do povo para estar à presença do SENHOR. Então o povo com a necessidade de adorar, mas sem enxergar o D-s verdadeiro, conveceram a Arão criar um "bezerro de ouro" e assim foi permitida todas as concessões...

O povo maltratou muito a Moisés por duvidarem do poder de D-s. Nenhum da geração antecessora a minha se quer adentrou a Terra Prometida, nenhum deles foram poupados por seus pecados, nem mesmo Moisés!

Hoje, "Caminhando pelo deserto..." reflito nos muitos momentos vívidos aqui, para sempre recordar da aliança que você estabeleceu Pai.

Guardo até hoje em meu coração os ensimamentos de minha mamãe, e também as suas promessas, do D-s vivo que me colocou nesta terra! Ela é realmente maravilhosa, muito melhor do que eu e os de minha geração esperávamos.

Muito obrigado SENHOR!
Um abraço, assinado, um Servo Agradecido!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sei que seus planos, sãos os melhores para mim!

Minha mamãe dizia que nasci em uma época onde o povo de Israel era massacrado pela sobrerania egípicia. Erámos todos maltratados, pisados e humilhados, pois o rei tinha a ideia de exterminar nosso povo. Mas seus esforços foram em vão, pois continuávamos a crescer e multiplicar. Então foi criado um decreto onde todos os filhos homens dos hebreus deveriam ser mortos, mas as meninas seriam preservadas vivas, assim o exército do nosso povo seria fraco e não conseguiria conter a opressão do Egito.

Muitos dos meus "irmãozinhos" foram mortos cruelmentes ainda bebês, sem ter a chance de crescer como eu, mas ainda tenho a esperança de vê - los lá no céu! Minha mãe conseguiu me esconder até os 3 meses de idade conservando assim a minha vida, pois ela sabia que seria levantado um libertador para nosso povo e que Você tinha um plano especial para mim. Mas por conta do risco  que eu corria ali, ela deitou - me em um humilde cesto, envolto de betume e piche e colocou - me a navegar sobre as calmas águas do Nilo. Enquando boiava sobre o fluxo das águas, minha irmã me vigiava e seus anjos nos acompanhavam. Foram eles que direcionaram os olhos da princesa paro o cesto em que eu estava, e o Senhor encheu o seu coração de compaixão por mim.

Por conta da palavra de minha irmã, eu tive a oportunidade de crescer pertindo da familia biológica e fui educado nos seus caminhos. Porém na minha pré-adolecencia recebi a notícia de que a partir daquele momento teria que morar no palácio do rei. Rebeci muitos ensinamentos, mas sempre lembrava - me dos palavras de minha mãe: "Filho, nunca se esqueça do que eu te ensinei, pois D-s é único e verdadeiro D-s...". Mas mesmo não me esquecendo dessas palavras eu me tornei um homem de guerra, duro e arrogante, pois essa era praticamente a base das ciências que se estudava lá.

Cometi alguns erros, e tentei escondei - los, mas fui descobrerto e perseguido por quem dizia me amar. Minha vida estava correndo tanto risco que tive que fugir para bem longe dali. Me abriguei na casa de Jetro, o qual seria meu futuro sogro. Permaneci ali por 40 anos pastoreando as suas ovelhas, mas não entendia o porque disso. Mas depois de refletir muito, percebi que tudo isso era plano seu, pois foi lá nas tardes quentes e secas do deserto, que desenvolvi a paciência, a mansidão, e o amor pelas minhas ovelinhas. Eu tinha um carinho especial por cada uma delas, nunca as abandonava, por mais que eu anda - se a jornada do dia e umas delas caísse em uma buraco a milhas de distâncias do caminho de casa, eu voltaria para buscá - la!

Aos oitenta anos fui chamado para cumprir difinitivamente o propósito para o qual você me chamou. Cuidando de minhas pequenas no Monte Horebe, contemplei a sarça ardendo em fogo, mas percebi que a mesma não se consumia. Tremi por completo e até mesmo pensei que iria morrer por estar em sua presença. Mas sua docura me acalmou e me rendi aos seus pés em adoração. Você me escolheu para ser o libertador, do seu povo, seus filhos. Os amei, cuidei, lutei, julguei, todos, de um por um, como se fossem as minhas ovelhinhas. Hoje tenho 120 anos, estou pronto para aqui morrer, estes são os meus últimos minutinhos de vida e tenho o privilégio de estar mais uma vez em sua presença, podendo contemplar a terra prometida. Agradeço por toda essa experiência que vivi e tenho plena conciência que foi o meu pecado que me fez perecer. Obrigado Pai, e agora morrerei triste por não entrar na terra prometida, mas feliz porque, "Sei que seus planos, sãos os melhores para mim!"

Espero vê - lo em breve, Moisés!

Publicado no Facebook dia 25 de agosto de 2011 às 23:26

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Romance de Moisés

Como muitos de nós já sabemos, Moisés foi um escolhido de D-s para libertar o povo do Egito e levá - los a Terra Prometida. Mas a história deste grande profeta não se define apenas nisso.

Moisés nasceu na época em que estava em vigor um mandato que obrigava a morte de todos os filhos homens da tribo de Israel, pois o rei do Egito temia que Israel ficasse mais forte que seu exército, visto assim que poderia perder seu trono. A mãe de Moisés sabia que D-s tinha um plano especial para seu filho e assim preservou a vida do mesmo. Mas quando aquele formoso e lindo bebê completou três meses de idade sua mãe não poderia mais esconde - lo. E assim fez com betume e piche uma cesta para colocar Moisés para boiar sobre as águas. Após colocar o menino na cesta e deixá - lo no rio, pediu que sua irmã o vigiasse. Junto com a menina que vigiava, havia também uma legião de anjos, conduzindo a cesta para próximo da filha do rei do Egito que foi tocado o coração de compaixão por aquela criança. Assim ela o adotou, e prontamente a sua irmã que estava a espreita ofereceu - lhe uma ama para que cuidasse da criança, que certamente era a mãe de Moisés.

Moisés foi criado até os doze anos de idade com sua verdadeira família, foi - lhe ensinado os verdadeiros ensinamentos de D-s e tudo isso aprendeu durante a sua infância, assim tornando seu caráter incorruptível. Depois disto foi obrigado a voltar para o Egito para de fato se tornar o filho da princesa do daquele país. Ali ele teria uma vida totalmente diferente da que havia vívido anteriormente.

Na corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar. O rei resolvera fazer de seu neto adotivo o seu sucessor no trono, e o jovem foi educado para a sua elevada posição. "E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras." Atos 7:22. (Patriarcas e Profetas, p. 245) .

Assim como todo o sucessor do trono, Moisés também deveria seguir e prestar louvares ao deuses daquela nação, mas foi fiel a verdadeira fé hebréia, sendo ameaçado de perder  a sucessão do trono e também de ser repudiado pela princesa.

Ele permaneceu nas cortes reais até os quarenta anos de idade. Conforme o tempo passava seu coração se enchia de amargura e ira por causa do sofrimento de seu povo nas mãos dos egípcios, até o dia em que matou um que estava a maltratar um israelita o qual foi a única testemunha do que havia ocorrido. Mas no outro dia ele repreendeu dois hebreus que brigavam e um deles se dirigiu a ele dizendo: "Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?" disse ele. "Pensas matar-me, como mataste ao egípcio?" Êxo. 2:14. Desta forma a história cresceu e chegou aos ouvidos do rei, que temia que Moisés se revoltasse assim tomasse seu trono, então sua morte era fundamental. Como eu disse uma vez, "Quem conta um conto aumenta um ponto, mas na história de Moisés aumentaram uma parágrafo!".


Assim Moisés se retirou e foi morar na casa de Jetro que se tornaria seu futuro sogro e ali permaneceu por quarenta anos. Durante o tempo que pastoreou as ovelhas, aprendeu a ter amor, compaixão, carinho por seu rebanho, pois tudo isso era um treinamento para cuidar do rebanho de D-s, a Tribo de Israel.

Depois de tempos de solidão com suas ovelhas e após a morte do rei do Egito, Moisés teve uma experiência tremenda, viu uma sarça arder em fogo, mas não se consumir. Daí em diante foi - lhe designado o trabalho de  ser o libertador do povo de D-s. No início ele temeu e disse que não era capaz, que não conseguiria, mas D-s capacita aquele que Ele escolhe.

D-s esteve com Moisés nas inúmeras vezes que foi ao Egito, manifestando seu poder através dele. Depois de tantos os sinais do poder de D-s, o rei então permitiu a saída dos israelitas do Egito. Então Moisés começou para mim a parte mais difícil de seu ministério, lidar com o povo que era incompreensível.

O grupo que ele dirigia era heterogêneo, e apesar de terem nuvem de dia e aquecimento à noite, água e pão, todas essas coisas e provisão da graça de D-s, qualquer imprevisto era motivo de irritação e provocação. Quando não reclamavam da comida, reclamavam da água e daí por diante.

Moisés deve ter sofrido muitas amarguras com as atitudes de incompreensão do povo, mas ele fora preparado para suportar isso. Creio eu que ele é o melhor exemplo de líder. E me admiro mais ainda, pois alguns atribuem a ele a gagueira, não conheço nem um relato de líder gago, e se realmente fosse gago o povo teria que ter uma paciência incrível para escutá - lo todas as vezes.

A maior prova de fé que Moisés vivenciou para mim foi a de abrir o Mar Vermelho. No caminho o povo já estava reclamando e ao chegar ao mar estava cercado quem sabe de pânico, pois a sua frente estava um gigantesco mar, a sua volta um povo loucamente reclamando e logo atrás os egípcios embriagados de ódio e vontade de matar. Ele primeiro teve dúvida, assim como teve em outras que decisões que tomou, mas depois depositou toda a sua fé em D-s, e assim o fez como a ordem que recebera, estendeu o cajado e feriu o mar para que fosse aberto ao meio podendo o povo passar em terra firme e seca. Imagine a cena que todos contemplaram da maravilhosa manifestação do poder de D-s.

Mas infelizmente depois do tempo de peregrinação no deserto,"[Moisés] estava fatigado com a contínua murmuração do povo contra si. Por ordem do Senhor, tomou a vara e, em vez de falar à rocha, como Deus ordenara, feriu-a duas vezes com a vara, depois de dizer: "Porventura tiraremos água desta rocha para vós?" Nm 20:10. Aqui ele falou imprudentemente com seus lábios. [...] Não atribuiu ao poder e glória de Deus o jorrar de novo a água da rocha, e portanto não O glorificou diante do povo. Por esta falha da parte de Moisés, Deus não permitiria que ele guiasse o povo à Terra Prometida (História da Redenção, p. 166).  Com esta atitude ele perdeu a chance de guiar o povo a terra prometida, mas nunca deixou de cuidar com amor, compaixão, carinho o povo de Israel e tudo isso mais do que tinha pelas a suas antigas ovelhas.

Volto a dizer que Moisés é o melhor exemplo de líder, pois imagine ele velho, com a voz fraca e talvez até gago, e já sabendo que sua hora era finda, discursou toda a lei de D-s para os que ali estavam, e por cima  eram todos jovens e a segunda geração dos que haviam sido libertados do Egito, me admiro com a grande sabedoria deste Mestre.

Então foi chamado ao Monte Nebo e ali pode contemplar a terra prometida não como era, mas sim como ficaria após a entrada do povo, ela era como se fosse o segundo Éden. Retrospectivamente lembrou de tudo o que fizera, lamentou - se dos erros cometidos e implorou perdão a D-s. Então foi permitido navegar na corrente do tempo para ver o primeiro advento de Cristo, também pode ver todo o seu ministério, suas lutas, sua morte e sua rejeição de um povo para o qual se sacrificou. Moisés percebeu então que o que havia sofrido com o povo de Israel era apenas uma pequena parcela do que Cristo sofreu por todos nós e teve até o desejo de dividir o sofrimento de Jesus consigo. Também "Olhou antecipadamente para o tempo em que Deus Se levantaria para punir os habitantes da Terra, pela sua iniquidade, e os que temeram o Seu nome estarão cobertos e ocultos no dia de Sua ira. Ouviu o concerto de paz de Deus com os que guardaram Sua lei, ao emitir Ele Sua voz de Sua santa habitação, e tremerem os céus e a Terra. Viu a segunda vinda de Cristo em glória, os justos mortos ressuscitados para vida imortal, e os santos vivos trasladados sem ver a morte, e juntos ascendendo com cânticos de alegria para a cidade de Deus." (Patriarcas e Profetas, p. 477) .

No Monte Nebo ele pode lembra - se de tudo que havia feito. Tudo passou pela sua cabeça como se fosse um filme, todas as lutas, todas as vitórias, todas as derrotas, felicidades e tristezas e deitou - se para descansar como um guerreiro cansado e então morreu. Seu túmulo foi preservado em segredo e até hoje não se sabe aonde foi feito, passou pela morte para pagar seu pecado, mas depois ganhou recompensa maior do a que esperava na Terra. "Em seus próprios méritos era o legítimo cativo da morte; mas foi ressurgido para a vida imortal, mantendo este título em nome do Redentor. Moisés saiu do túmulo glorificado, e ascendeu com seu Libertador à cidade de Deus." (Patriarcas e Profetas, p. 479).

Hoje para mim a música que mais romantiza a vida de Moisés e principalmente o que sentiu momentos antes de sua morte é Monte Nebo do Felipe Valente.

Que D-s seja louvado sempre!
Amém.