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domingo, 16 de maio de 2021

a morte não é o fim



Ontem Eva, hoje Bruno. Dias atrás Paulo...
Talvez não saiba, mas a morte não fazia parte do plano original (Gênesis 3:22).
Ela entrou em cena devido à desobediência de nossos primeiros pais (Gênesis 3:19; 2:15-17).
Ela é ruptura, anomalia, inimiga (1 Coríntios 15:26).
O SENHOR não celebra-a (Ezequiel 18:32).
A dor do luto é impiedosa. Dilacera (Jó 1:20-2:23)!

Hoje, me amedrontei com a ideia da ansiedade que é saber a iminência da própria morte. Viver os últimos minutos consciente de que o fôlego deixará o seu corpo. Eu não saberei lidar...

Bendito seja o ETERNO que venceu e destruirá a morte completamente (Atos 2:30-32; 1 Coríntios 15:54, 55).

Não sei como concluir. Só sei que a morte não é o fim.

domingo, 9 de maio de 2021

Deus é mulher, Deus é mãe!

Existe a possibilidade de você se chocar com essa afirmação. Mas pergunto: Por que D-s não poderia ser mulher? Na Bíblia Hebraica, lemos que o homem e a mulher, ambos foram criados por D-s “à sua imagem” (Gn 1:27). “A ideia desse verso é bem interessante; primeiro e óbvio, porque macho e fêmea são imagem e semelhança de D-s. O macho, o homem, é imagem e semelhança de D-s; a fêmea, a mulher, também é a imagem e semelhança de D-s”.

“O judaísmo, mais do que os judeus, ensina sobre a nobreza das mulheres e exige de cada marido judeu que cante uma canção de elogio à sua esposa na noite de Shabbat, louvando suas virtudes e chamando-a de ‘uma mulher de valor’”. Quais seriam essas virtudes? Confiável, bondosa, provedora, forte, atenta ao aflito, digna, sábia, instrutora, enérgica, feliz e louvável (Pv 31:10-31). Não seriam esses atributos os mesmos do ETERNO?

“A Bíblia fala de D-s empregando figuras [...] femininas. [...] Ensina-se ao crente que ele é ‘nascido de D-s’ (Dt 32:18; 1 Jo 3:9). Se D-s dá à luz, D-s age como uma mulher [...] Jesus fala de si mesmo como sendo uma ‘galinha’ (Mt 23:17) e uma mulher (Lc 15:8-10) que encontrou sua moeda perdida”.

“D-s opta, às vezes, por assemelhar-se mais a uma mulher”. (Benjamim Blech)

Então... D-s é mulher, D-s é mãe!

Um feliz dia das mães.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

setembro


setembro.
o mês dos meses. 
moroso para vir, apressado em partir.
natal é sua definição: do timão, o meu, de queridos.
sempre traz a primavera e com ela a esperança.
de vez em quando é a cabeça do ano, porém sempre é um reinício.

paro por aqui de atrever-me a escrever e deixo-vos as belas palavras de adélia prado:

“Podei a roseira no momento certo
e viajei muitos dias,
aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente
pela hora das coisas.
Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira,
constelada,
os botões,
alguns já com o rosa-pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.
Minha dor nas costas,
meu desaponto com o limite do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizaram-se
diante do recorrente milagre.
Maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.
Só porque é setembro”.